
Saudade
Ah! que desejo de te ver novamente...
tocar-te e dizer-te
mil palavras de amor.
Sonho desfeito
em cinzas mortas,
porque já não mais sequer te posso decifrar.
Saudade amarga de silêncios,
de perguntas sem respostas,
de caquinhos sem par.
Lembro-me dos teus embalos e carinhos,
teus cabelos em desalinho,
teu coração repleto de amor.
Vou catando, assim, os pedaços de mim
nessa caminhada sem fim.
Seco minhas lágrimas
no vácuo que tu deixaste.
Vivo morrendo a cada dia
na esperança de renascer em ti...
Tropeço na infinita ausência de ti
a cada manhã, a cada momento,
a cada suspiro, a cada por-de-sol!
Que dor!
(Luiza De Resende Braga)